Mulheres vão às ruas por justiça, democracia e pelo fim da violência

Com o tema ‘Resistência tem Nome de Mulher’, as mulheres voltam às ruas no domingo 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Os atos em todo o país serão em defesa da democracia, da educação, da saúde, dos empregos, pelo fim do feminicídio e por políticas sociais.

Em São Paulo, a concentração será a partir das 14h, na Avenida Paulista 1853, em frente ao Parque Mário Covas (a duas quadras do Masp). Mas dirigentes sindicais bancárias e de outras categorias se reunirão um pouco antes, às 13h, no Espaço Cultural Lélia Abramo (Rua Carlos Sampaio, 305, ao lado da estação Brigadeiro do metrô), que fica na Regional Paulista do Sindicato; e de lá partem em marcha para o local do ato, para se somarem aos demais movimentos e manifestantes.  “As bancárias que quiserem se concentrar na Regional Paulista serão bem vindas”, convida a secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro.

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“Vivemos um momento onde os direitos sociais e trabalhistas são diariamente atacados. Com a alta taxa de desemprego e dos cortes nos investimentos na saúde, educação, transporte, segurança e creches. Esses cortes afetam toda a sociedade, mas têm mais impacto na vida da mulher, que tem que dar conta da vida familiar e da renda em meio a uma sociedade machista”, diz Neiva.

O desemprego que hoje atinge 11,6 milhões de pessoas é ainda pior para as mulheres, que são 53% desse total, e isso as leva cada vez mais para a precarização, segundo o Dieese. Neiva destaca que a atual conjuntura é extremamente preocupante, já que por parte do governo não há uma medida que possa reverter essa situação.

“Além das desigualdades de gênero como a salarial, as mulheres ainda enfrentam todo dia a violência crescente. Por isso devemos ir às ruas no domingo, reivindicar nossas bandeiras históricas, defender a soberania nacional, a Previdência, e ainda lutar contra o desmonte das empresas públicas, a chamada ao golpe espalhada pelo presidente da República e o descaso do governo Bolsonaro no combate à violência contra a mulher”, enfatiza.

Neiva lembra ainda que a categoria bancária teve recentemente um importante avanço: em mesa de negociação, no dia 19 de fevereiro, a Fenaban (federação dos bancos) acatou proposta do Comando Nacional dos Bancários e aceitou criar um canal de atendimento a bancárias vítimas de violência. Ficou de apresentar um texto preliminar sobre o projeto, para dar continuidade às negociações entre bancos e movimento sindical bancário.

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Pelo fim do feminicídio

Segundo a plataforma Evidências sobre Violências e Alternativas para mulheres e meninas (EVA), do Instituto Igarapé, no Brasil, 1,23 milhão de mulheres reportaram ser vítimas de violência entre 2010 e 2017.

No mesmo período, mais de 177 mil mulheres e meninas foram vítimas de violência sexual e 38 mil mulheres foram assassinadas.