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No dia 5 de dezembro trabalhadores de Santa Catarina se unirão contra o desmonte da Previdência

01/12/17

No dia 5 de dezembro trabalhadores de Santa Catarina se unirão contra o desmonte da Previdência

Com atos e paralisações marcados, diversos municípios de Santa Catarina irão aderir à greve nacional contra a Reforma da Previdência, prevista para ser votada no dia 6 de dezembro

A próxima terça-feira (5) promete ser um dia histórico de luta pelos direitos trabalhistas em todo Brasil. A CUT e outras centrais sindicais estão chamando para uma greve nacional contra a Reforma da Previdência, que está prevista para ser votada no Congresso no dia 6 de dezembro. Em todos os Estados diversos locais de trabalho ficarão paralisados e mobilizações acontecerão para pressionar os deputados a votar contra mais esse golpe que Temer e seus aliados querem dar nos trabalhadores.

Em Santa Catarina, atos e paralisações estão sendo organizadas em todas as regionais. Nessa terça-feira (28) dirigentes sindicais de todo o estado se reuniram na sede da CUT-SC para planejar a greve. Como essa reforma já estava há alguns meses prevista para ser votada a qualquer momento, diversos sindicatos já haviam deliberado em assembleias que assim que o desmonte da previdência entrasse em pauta, os trabalhadores entrariam em greve – “Se botar pra votar, o Brasil vai parar”.

Além de paralisações e atos, também serão feitas ações de denúncia dos deputados que traíram os trabalhadores na votação da reforma trabalhista e de pressão para que votem contra a Reforma da Previdência.  Serão entregues abaixo-assinados aos deputados, além da distribuição de materiais e veiculação na mídia com informações sobre como a reforma acabará com a aposentadoria dos mais pobres, sem tirar os privilégios dos altos escalões, como presidente, deputados e militares. 

O sul catarinense fará ações de mobilização desde sábado, 2 de dezembro, para alertar a população sobre o desmonte da previdência. A partir das 9h, está sendo organizado um ato na Praça Nereu Ramos, em Criciúma, quando representantes do movimento sindical ocuparão o local com faixas e bandeiras e irão incentivar a população a se manifestar contra a Reforma da Previdência. Já na segunda-feira (4), os sindicatos do Sul farão a entrega aos deputados dos abaixo-assinados contra a reforma da previdência na sede do Sindicato dos Bancários, em Criciúma.

Em Chapecó, um grande ato acontecerá no dia 5, a partir das 9h, na Praça Coronel Bertaso, com a participação dos trabalhadores e representantes de sindicatos da região. Os professores da rede municipal já aderiram à greve e irão paralisar as atividades para se unirem a luta contra a reforma da previdência. No Vale do Itajaí o ato acontecerá em Blumenau, com concentração na frente do INSS, na Praça do Teatro Carlos Gomes, a partir das 8h.

Na capital catarinense, os trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) já deliberaram que irão aderir à greve. Os sindicatos de outras bases também estão convocando os trabalhadores e organizando assembleias para organizar a participação na greve. O grande ato de Florianópolis acontecerá a partir das 16h, no Ticen, no Centro.

Em Caçador, a mobilização acontecerá a partir das 9h, no Largo da Caçanjurê, na Avenida Barão do Rio Branco. A ação reunirá representantes do movimento sindical e de grupos populares e contará com distribuição de panfletos para denunciar para a população os retrocessos que essa reforma trará.

Em todo o Estado, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino (Sinte) está convocando os professores para aderirem à greve, já que esta categoria é muito prejudicada com as novas regras, que acaba com a aposentadoria especial, além de penalizar ainda mais as professoras, obrigando-as a trabalhar quinze anos a mais para poderem se aposentar.

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Santa Catarina (Fetraf – SC) também está mobilizando toda sua base no Estado para participar da greve, já que, mesmo o governo fazendo propagando que não irá mexer na aposentadoria dos agricultores, são grandes as chances desta categoria também ser prejudicada. Se reforma previdenciária passar, grande parte da agricultura familiar não terá mais o seguro previdenciário e isso impactará negativamente na economia de famílias, comunidades e pequenos municípios. Segundo a Federação, a intenção dos parlamentares apoiados por Michel Temer em votar a reforma da previdência ainda este ano, excluindo do texto artigos relativos ao trabalhador rural, é mais uma manobra maquiavélica do Governo em desmobilizar a classe trabalhadora, para assim conseguir aprovar as novas regras.

Além dessas ações, outras regionais e sindicatos estão organizando atos e paralisações em Santa Catarina para o dia 5. Algumas assembleias estão marcadas para acontecer ainda nesta quinta (30) e sexta-feira (1º) para deliberar a participação dos trabalhadores na greve.
A nova proposta de desmonte da Previdência Social anunciada pelo governo do ilegítimo Michel Temer é tão ou mais perversa do que as anteriores. As trabalhadoras e os trabalhadores do setor público e do privado serão prejudicados em todas as situações impostas pelas novas regras, sendo obrigados a trabalhar mais em condições precarizadas que foram legalizadas pela nova lei trabalhista, ganhar menos e, ainda, correr o risco de não conseguir se aposentar.

Além da idade mínima de 65 anos para os homens e de 62 para as mulheres, será exigido 480 meses de contribuições ao INSS - que correspondem a 40 anos ininterruptos – para obter a aposentadoria integral, isto é, 100% da média de todas as contribuições que, segundo economistas, equivale a 70% do valor do maior salário sobre o qual recolheu.
Para a presidenta da CUT-SC, Anna Julia Rodrigues, a greve nacional é mais do que necessária para derrubar a Reforma da Previdência. “Precisamos pressionar os deputados para que votem contra mais esse ataque aos direitos dos trabalhadores. É inaceitável que Temer e seus aliados consigam retirar dos trabalhadores o direito de se aposentar. Não há mais desculpas que sustentem esse desmonte, a CPI já provou que não existe rombo na Previdência. A CUT está unindo todas as forças para fazermos de 5 de dezembro um dia histórico!”.

Locais de Concentração em SC para atos contra a Reforma da Previdência:
- Blumenau - 8h, em frente ao INSS, na Praça do Teatro Carlos Gomes
- Chapecó - 9h, na Praça Coronel Bertaso
- Caçador - 9h, no Largo Caçanjurê
- Florianópolis – 16h, no Ticen
 

Texto:Assessoria CUT-SC